O primeiro computador
O
primeiro computador programável foi criado pelo matemático inglês Charles
Babbage, no século XIX. Este não era um computador eletrônico, mas sim,
composto apenas por partes mecânicas.
Naquela
época, a taxa de erros humanos presentes nos cálculos era muito grande, então,
por volta de 1821, Babbage começou a tarefa de automatizar a produção de
cálculos matemáticos, criando uma máquina com a capacidade de acabar com os
principais erros que apareciam com frequência nas tabelas de logaritmos, assim,
eliminando as falhas, muito tempo seria poupado.
O
resultado das pesquisas foi o projeto do calculador
diferencial, que, além de calcular uma série de valores numéricos,
também imprimia os resultados automaticamente. Entretanto, o que realmente
mostrou a avançada forma de pensar de Babbage foi a criação, por volta de 1834,
do calculador analítico, pois,
além de ser automática, ela era também de uso geral, sendo a primeira máquina
que poderia ser programada para executar vários programas de qualquer tipo. O
projeto possuía uma unidade central de processamento e memória expansível
separados um do outro, que são características dos computadores modernos.
Assim, pode-se afirmar que o calculador
analítico foi o ponto de partida para os modernos computadores
eletrônicos.
Infelizmente,
a inexistência de equipamentos adequados e a falta de verba fizeram com que o
cientista construísse apenas protótipos do que poderia ter sido a maior
revolução tecnológica da época.
As origens da programação
A origem da ideia de programar uma máquina vem da necessidade de
que os teares produzissem padrões
de cores diferentes. Assim, no século XVIII foi
criada uma forma de representar os padrões em cartões de papel perfurado. Em 1801, Joseph Marie Jacquard inventa
um tear mecânico,
com uma leitora automática de cartões.
A ideia de Jacquard foi o que inspirou Charles Babbage a desenvolver uma máquina de “tecer números”, uma máquina de
calcular onde a forma de calcular pudesse ser controlada por cartões.
Tudo começou com a tentativa de desenvolver uma máquina capaz de
calcular polinômios por meio de diferenças, o calculador diferencial. Enquanto projetava seu calculador diferencial, a ideia de
Jacquard fez com que Babbage imaginasse uma nova e mais complexa máquina, o calculador analítico, máquina com alguns elementos que remetem aos computadores atuais. Sua
parte principal seria um conjunto de rodas dentadas, chamado de moinho, formando
uma máquina de somar com precisão de cinquenta dígitos. As instruções seriam
lidas de cartões perfurados. Os cartões seriam lidos em um dispositivo de
entrada e armazenados, para futuras referências, em um banco de mil
registradores. Cada um dos registradores seria capaz de armazenar um número de
cinquenta dígitos, que poderiam ser colocados lá por meio de cartões a partir
do resultado de um dos cálculos do moinho.
Junto com Babbage, trabalhou a condessa e também matemática, Ada
Lovelace, projetando e explicando, a pedido de Babbage, programas para a máquina inexistente.
Ada inventou os conceitos de sub-rotina, uma sequência de instruções que pode ser usada várias vezes; de loop, uma instrução que
permite a repetição de uma sequência de instruções, e do salto condicional, instrução
que permite saltar para algum trecho do programa caso uma condição seja
satisfeita.
Ada Lovelace e Charles Babbage estavam avançados demais para o seu
tempo, tanto que até a década de 1940, nada se inventou parecido com seu computador analítico.
Até essa época foram construídas muitas máquinas mecânicas de somar destinadas
a controlar negócios (principalmente caixas registradoras) e algumas máquinas
inspiradas na calculadora diferencial de Babbage, para realizar cálculos de
engenharia (que não alcançaram grande sucesso).
Sobre Ada Lovelace
Ada Augusta Byron King, Condessa de Lovelace, atualmente conhecida como Ada
Lovelace, foi uma matemática inglesa e hoje é principalmente reconhecida
por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, o calculador analítico de Charles
Babbage. Lady Lovelace, única filha
legítima do poeta britânico Lord
Byron, é reconhecida como a primeira programadora da história, tendo escrito o primeiro algorítimo para ser
interpretado por uma máquina, foi uma das poucas mulheres a figurar na história
do processamento de dados.
Seu pai
deixou sua mãe um mês após seu nascimento e deixou a Inglaterra quatro meses
depois, morrendo em 1823 na Grécia, sem nunca ter visto a filha. Herdeira de
grande fortuna, sua mãe não queria que sua filha fosse poeta como o pai e
procurou dar-lhe uma educação em matemática e música. Ada manifestou uma enorme
aptidão para a matemática. Em 1833, Ada Lovelace foi levada a Universidade de
Cambridge, a fim de conhecer Charles Babbage, que lá lecionava, então, ela
utilizou seus conhecimentos matemáticos para criar programas para a máquina de
Babbage.
Ada
traduziu em 1842, a pedido de Babbage, um artigo do engenheiro italiano Luigi
Menabrea sobre o funcionamento da máquina
analítica, mas acrescentou notas à tradução que eram mais longas do que
o texto em si. A última seção das anotações da condessa descreve o que é
considerado o primeiro programa de computador da história: um algoritmo para
calcular números de Bernoulli. O algoritmo teria funcionado se a máquina de
Babbage tivesse realmente sido construída, mas o projeto só foi realmente
concluído em 2002, pelo Museu da História do Computador, em Londres.
Infelizmente
essa brilhante cientista morreu de câncer, em 1852, com apenas 37 de idade, e
foi enterrada ao lado do pai, Lord Byron, que ela nunca conheceu.
Nos anos
70, a linguagem ADA foi desenvolvida e batizada em homenagem a Ada Lovelace. É
baseada em PASCAL, sendo uma linguagem desenhada para ser legível e facilmente
mantida.


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