T.I Verde é a expressão usada no setor de tecnologia para incorporar a preocupação com os impactos(positivos e negativos) da tecnologia para o meio ambiente, sendo que, as principais áreas e focos são:
- Computação com uso eficiente de energia;
- Gerenciamento de energia;
- Projetos de Data Centers Verdes;
- Virtualização de servidores;
- Descarte responsável e reciclagem;
- Utilização de fontes de energia renováveis;
- Produtos de T.I com selos ecológicos
Na T.I Verde nota-se que a maior preocupação é com a economia de energia, isso porque, o maior problema dos computadores é que eles consomem uma grande quantidade de energia elétrica na sua produção, sua utilização e descarte. Também, uma grande preocupação é o fato deles produzirem muito CO2, que é lançado na atmosfera, causando poluição. Eles já são responsáveis por 2% da emissão de CO2 e calcula-se que , se nada for feito, essa emissão crescerá cerca de 10% ao ano nos próximos anos. Isso seria um grande desastre para o planeta.
Outro grande problema é o lixo eletrônico, causado pela obsolescência programada. A obsolescência programada atende aos interesses dos grandes empresários, produtores de computadores. É por causa dela que as pessoas estão sempre trocando seus computadores e descartando o velho, porque não serve mais, está obsoleto. Os fabricantes de software trabalham junto com os de hardware nesse sentido, para que o novo software "maravilhoso" só funcione com os novos hardwares. Assim, os grandes empresários saem lucrando e quem perde é o consumidor, por comprar aquilo que não precisaria e, mais ainda, o meio ambiente, por ser destruído pelos componentes nocivos presentes nos computadores.
Em que a T.I verde pode ajudar na atualidade?
- Redução da emissão de CO2 em 18% ;
- Redução de custos em 24%;
- Melhoria na performace dos sistemas em 18%;
- Redução de espaço em 15%;
- Redução do consumo de energia em 25%
A primeira vista, parece não significar muito, mas se analisarmos bem, podemos ver que já causa um grande impacto positivo e, no futuro muito mais pode ser feito, se começarmos desde já a nos atentarmos para este tema.
Algumas soluções que podem ser adotadas são:
- Computação em núvem;
- Grid computacional (supercomputadores para computação de alto desempenho);
- Virtualização (recriação de ambientes de usuário final em um único meinframe);
- Redução de espaço físico, melhorando o desempenho dos recursos de refrigeração dos computadores.
Para aqueles que ficarão curiosos sobre o tema e têm interesse em dar a sua contribuição para o meio ambiente por meio da T.I Verde, aqui vai uma matéria muito interessante que encontrei no site http://itweb.com.br.
Três passos para implementar uma rede de TI Verde
Entender o
consumo dos equipamentos por parte dos colaboradores e criar um mapa de
rede que atenda a essas necessidades é processo padrão para otimizar
gastos
Não é somente o descate de lixo eletrônico que pode ajudar as corporações a terem sua T.I mais adequada ao movimento verde.
No momento em que se desenha uma infraestrutura de redes é possível
aplicar metodologias para reduzir o consumo de energia e otimizar o uso
de hardware, explicou Marcelo Ehalt, diretor de engenharia da Cisco, em
entrevista ao IT Web.
“Infraestrutura verde é muito mais do que equipamentos. É todo um conceito”, introduziu.
Segundo o executivo, os próprios fabricantes já produzem equipamentos
que consomem menos eleltricidade. Um switch, por exemplo, consome hoje
oito vezes menos energia do que há cerca de dez anos para entregar a
mesma carga de 1 giga de conexão, por exemplo. Firewalls tiveram um
ganho de dez vezes na mesma comparação, contou, alertando que estas
marcas não são exclusivas da Cisco, mas também de concorrentes.“Eu diria
que a tecnologia verde está sempre evoluindo”, ponderou Ehalt.
Para criar um ambiente com gasto mais consciente, o primeiro passo é
entender, exatamente, o funcionamento dos equipamentos. “O conselho é
sempre questionar ao cliente o que ele pretende fazer e qual a sua
necessidade. A partir de então, consegue comparar diferentes
fornecedores no mercado”, considerou.
- Identificar: é preciso ter um monitoramento de
consumo da rede. Qual o acesso Wi-Fi, consumo de desktop, de sistemas de
automação, de utilização de luzes, entre outros. É preciso entender
como se gasta energia e se utilizam os recursos do data center, desde o
consumo básico do computador até os programas de automação que permeiam a
empresa
- Mapear: com base nessas informações, é preciso
fazer um mapeamento do projeto de rede verde, personalizando acessos e
oferta de insumos de acordo com o consumo de cada colaborador. “Neste
ponto entra a gestão humana: se eu trabalho em uma empresa e costumo
passar o crachá determinado horário para começar o dia, um sistema de
automação pode já tirar os aparelhos de minha sala do stand by, por
exemplo, evitando que no tempo que estive fora do escritório haja
consumo desnecessário de energia”, contou, alertando que o software
oferido pela empresa, o Energy Wise, permite, por exemplo, que os
equipamentos dos colaboradores sejam desligados assim que eles saírem do
prédio, mediante identificação por crachá.
- Otimizar entrega: é preciso ainda acompanhar o dia a
dia dos colaboradores para readequar as estratégias de consumo de
energia. “O comportamento dos profissionais muda, é um ciclo constante.”
A tecnologia de cloud computing acaba por reduzir o consumo de
energia da companhia. Levando em consideração que a ociosidade dos
servidores está em torno de 90%, já que eles estão preparados para
momentos de pico de uso, a terceirização do ambiente faz com que o uso
de energia caia praticamente na mesma proporção.